26/10/2007 20:14
Olá,


Enquanto aguardo material dos meus amigos para postar, vou aproveitar para falar de um assunto muito importante – a adoração
em espírito e em verdade...

Cultivando a fidelidade
através da ADORAÇÃO


É comum, hoje em dia, dizer-se que o que vale é a sinceridade, o que importa é o coração. Já vimos que uma faceta do adorar em verdade envolve a sinceridade, mas não é só isso. “Enganoso é o coração do homem”. Adorar a Deus de coração e negligenciar o que diz a Sua palavra não é correto, é loucura!

Um bom exemplo disso é Uzá. Em 2 Samuel 6 vemos o relato de que Davi estava transportando a Arca da Aliança em um carro de boi. Num dado momento, os bois tropeçaram e Arca ia cair no chão. Com a melhor das intenções, Uzá estendeu suas mãos para segurar a Arca (para que ela não caísse). Apesar de suas boas intenções, o Senhor o matou na mesma hora. Por quê? Porque existiam orientações precisas de como transportar a Arca da Aliança e elas foram negligenciadas. Só a sinceridade do coração não é suficiente para a “adoração em verdade”.

O quarto aspecto da adoração em verdade é relacionado com o terceiro, tem a ver com a Palavra de Deus, mas, para efeito didático, quero dividi-lo:

ADORAR EM VERDADE SIGNIFICA NÃO PERMITIR QUE AS MENTIRAS DAS FALSAS DOUTRINAS ENTREM NOS NOSSOS ARRAIAIS.

Em Levítico 10.1, dois sacerdotes que conheciam a Palavra de Deus trouxeram um “fogo estranho” para a adoração. Existe muito “fogo estranho” sendo colocado na vida dos adoradores. São tantos elementos estranhos à vontade de Deus!!! É sal grosso, é copo em cima da televisão, é oração forte, é gingado sensual juntamente com a música que só a misericórdia do Senhor, são pulos (???) grotescos sem nenhuma edificação, são as palmas, criadas pelos pagãos para saudar a chegada dos deuses, que em nada edificam e fazem barulho excessivo e irritante, é o excesso de decibéis, que em nada edificam e ainda colaboram para a surdez precoce, entre outras coisas mais.
E o que dizer de práticas como regressão, demarcação de terreno com urina, sacrifício de animais durante o culto...

E pensando na área da música (SOCORRO!!!)? O que não falta é “fogo estranho musical”. Existem dois tipos: os melodicamente e os teologicamente estranhos.

Nenhum estilo musical ou ritmo é em si só, sacro ou não. Mas uma melodia que foi composta para outro motivo que não seja para adorar a Deus não pode receber uma letra sacra e todo mundo achar que está tudo bem, que é uma bênção só. É claro que no passado em virtude das dificuldades, alguns missionários usaram melodias conhecidas (para eles) e nelas colocaram letras sacras. Só que estas melodias eram somente conhecidas por eles, nos eram estranhas. Não as relacionávamos a nada. Há tempos atrás, ouvi em uma igreja: “Segura o cão, amarra o cão...” (argh!). Existe coisa mais sem sentido? Onde está nesta letra, o foco da adoração???

Outro exemplo de fogo estranho são as músicas de casamento que os noivos escolhem para o culto. Muitas vezes são músicas de filmes que fazem apologia do espiritismo ou do adultério. Outras vezes são árias de óperas cujo enredo em nada edificaria um novo lar que está sendo formado, etc.

O fogo estranho musical teológico é pior ainda (hic!) É um tal de determinar isso e aquilo e declarar o que a Palavra de Deus não declara... e, é um tal de poder, e poder, e poder... E o que dizer dos “mantras” evangélicos”?

Mantras são seqüências melódicas e de palavras repetidas até a exaustão para criar um efeito anestésico nos pensamentos. Vai chover... vai chover... vai chover..., é a glória... é a glória,... é a glória..., Ele vem..., Ele vem..., Ele vem... e por aí afora...
Há muitos terapeutas ligados à Nova Era que acreditam que os mantras são purificadores que eliminam as tensões, a ansiedade e que substituem a inquietude da mente pela paz e alegria interior. Trata-se de uma técnica de esvaziamento do pensamento através da música. Sem dúvida alguma, isso é fogo estranho no nosso meio, pois o que nos traz alegria não são técnicas de meditação, mas o Espírito Santo que em nós habita. Adorar em verdade é não permitir que as mentiras de falsas doutrinas entrem em nossos arraiais.

C O N C L U S Ã O

Se adorarmos em espírito (Deus como padrão e tendo com Ele uma experiência pessoal) e em verdade (autenticidade, segundo Jesus e a Palavra de Deus, não permitindo mentiras, podemos cantar...

“Em Espírito, em verdade...” e depois de cantarmos, poderíamos exclamar:

Ó Senhor!Vamos construir três tendas! Meu prazer é estar nos átrios do Senhor... Opa! Tem algo errado. Na experiência de Isaías, na da mulher samaritana e na de Amós o texto bíblico não acaba aqui. O que acontece depois disso? Isaías diz: Eis-me aqui, envia-me a mim”. A mulher samaritana sai e vai falar de Jesus aos moradores locais. E o texto de Amós afirma: “Corra o juízo como as águas e a justiça como ribeiro perene”.

Para terminar, uma pequena ilustração bastante conhecida. Ela está no livro de Donald Hustad, Jubilate ou A música na adoração. É a experiência da chegada de um circo em Milão. Com a devida adaptação para uma cidade do interior do Brasil...

Imaginem um circo chegando no interior do Brasil. É um domingo pela manhã e o desfile começa a passar pela avenida principal da cidade, onde existe uma igreja evangélica. Os malabaristas, os palhaços, os comedores de fogo, os domadores e os animais...
Entre os animais encontrava-se uma pequena família de elefantes. O papai elefante ia na frente, seguido pela mamãe elefoa e o pequeno elefantinho com poucos meses. Ao passarem em frente à igreja, o elefantinho escutou o som da música que vinha do templo. Ele levantou sua orelha e, sem que ninguém percebesse, desviou-se do cortejo e entrou no santuário. Ali dentro, participou ativamente. Afinal, ele era um elefantinho de Ciro e sabia muito bem levantar sua tromba, sentar-se... tudo isso enquanto os crentes louvavam a Deus. Acabada a música, o elefantinho não encontrou mais razão para estar ali. Virou as costas e voltou para a avenida, seguindo o desfile do circo.

O meu desejo e oração é que não sejamos como aquele pequeno paquiderme, que teve contato com a adoração mas continuou no desfile da vida sem que nada acontecesse. E para que aconteça realmente alguma mudança, é preciso esquecer: vai chover... vai chover... vai chover ... e lembrar do sacrifício salvífico de Jesus e convidar o pecador ao arrependimento real. O foco, JESUS, não pode ser substituído por nada, nem ninguém, por mais dançante e emocionante seja o ritmo “gospel”.

Que a cada dia possamos adorar ao Senhor em espírito e em verdade, fazendo diferença por onde andarmos.

Que a suave e doce paz do Senhor esteja com todos que por aqui passarem.



enviada por Edi Suely






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