19/04/2008 22:29

Olá,

E mais um tema um tanto o quanto polêmico para este espaço tão especial.

EXAGEROS QUE
FORTALECEM A IGREJA


Temos assistido a muitos exageros no meio religioso, seja na área da música, da pregação, da contribuição e até do pastoreio; muitos líderes mais parecem "donos" da igreja, do que cooperadores. Muitos desses líderes exagerados da atualidade, não somente desvalorizam o trabalho e esforço daqueles que vieram antes de nós, como também alimentam a tendência moderna de rejeitar tudo que pareça antiquado, sob o argumento que hoje tudo é “diferente” e que somos uma "nova" geração.

Carecemos de exageros, com toda certeza, mas que sejam parecidos com o descrito em Mateus 15.21-28. Eu classifico esse texto como um exagero de humilhação, que ainda é pouco diante de toda humilhação sofrida por nosso Senhor Jesus Cristo. Quem procura uma igreja, quase sempre quer solução para seus problemas, mas muitos se recusam a seguir esse exemplo de humilhação. O tamanho dos problemas é exageradamente grande, mas nem sempre seus representantes querem exagerar na humilhação e súplica a Deus, pois decidem preservar um pouco de orgulho e auto-estima. Quem exagera na humilhação como fez essa mulher, não volta para casa, sem experimentar o exagero e consolo do amor de Deus (Jô 3.16).

Carecemos de exageros que sejam parecidos com o que aconteceu em 2Samuel 23.13-17. Davi foi um grande general de exército, mas pouco teria feito sem ajuda daqueles que o acompanhavam e apoiavam.
Para esses homens, até os desejos mais simples do rei Davi eram considerados uma ordem, como descreve o texto. Nossas igrejas precisam desse tipo de exagero. Líderes que saibam reconhecer seus limites (v 17) e liderados dispostos a se esforçar ao máximo, auxiliando e facilitando o trabalho do pastor (Cl 3.23). Se você é líder ou liderado, valorize as coisas aparentemente mais simples que Jesus Cristo ensinou, mesmo que seja oferecer um copo d’água (Mt 10.42), abençoar uma criança (Mt 19.13-15), sofrer com os que sofrem (Jô 11.35). Isso é exagero para você?

Carecemos de exageros que sejam parecidos com o descrito em Gênesis 22.1-13. Esse texto nos ensina que não existe culto sem sacrifícios. É fácil avaliar se nossa fé é tímida, principalmente quando é dia de culto, mas o carro estraga, faz frio, está chovendo, houve uma discussão conjugal, é dia da Ceia do Senhor, de consagrar o dízimo ou testemunhar a bênção recebida na semana. Abraão estava disposto a exagerar no sacrifício, primeiro porque foi um pedido direto de Deus (v 2), e depois porque tinha fé no Seu poder restaurador (Hb 11.19). O que os outros vão dizer se você decidir exagerar no sacrifício para adorar a Deus?

Carecemos de exageros parecidos com o descrito em Atos 5.40,41. Se alguém, em nossos dias, se dispusesse a passar por uma experiência semelhante, seria chamado de fanático. Poucas pessoas procuram Deus para aperfeiçoar a fé e se tornarem exagerados na coragem, como Pedro. O exagero moderno está mais voltado para proteger o corpo das chicotadas da idade, das doenças, da pobreza. O mundo moderno, é hedonista, pois exagera no valor que dá ao prazer pessoal. Mesmo que não estejamos mais sujeitos ao chicote, como Pedro estava, não se considere isento(a) dos sacrifícios espirituais (Jô 4.23,24; Rm 12.9-21). Hoje, a dor deu lugar ao prazer, e o exagero da coragem se expressa na capacidade de dizer não ao prazer que o mundo oferece.

Carecemos de exageros semelhantes à reação de Jesus em Mateus 27.40-44. Diante de uma platéia atenta, buscando um falso motivo para crer nEle, a Bíblia diz que nosso Mestre não reagiu e não desceu da cruz. Que exagero de amor teve Jesus, pois ao contrário dos criminosos que não tinham opção alguma, bastava nosso Salvador invocar o Pai (Mt 26.53). Jesus exagerou no amor e na misericórdia, pois sabia que de outra maneira, jamais encontraríamos o caminho da Eternidade (Jô 14.6). Jesus não se preocupou consigo mesmo, e ainda pediu perdão a Deus, pela ignorância e incredulidade daquelas pessoas (Lc 23.334).

Seja você conhecido(a) como uma pessoa exagerada, nada semelhante a esses exageros modernos, que mais parecem "fogo de palha". Que seus exageros sejam bíblicos e aprovados por Deus, capazes de deixar marcas profundas na igreja, pois é disso que precisamos.


Que a graça e paz de Cristo esteja com cada um que por aqui passar!!!

enviada por Edi Suely



26/10/2007 20:14
Olá,


Enquanto aguardo material dos meus amigos para postar, vou aproveitar para falar de um assunto muito importante – a adoração
em espírito e em verdade...

Cultivando a fidelidade
através da ADORAÇÃO


É comum, hoje em dia, dizer-se que o que vale é a sinceridade, o que importa é o coração. Já vimos que uma faceta do adorar em verdade envolve a sinceridade, mas não é só isso. “Enganoso é o coração do homem”. Adorar a Deus de coração e negligenciar o que diz a Sua palavra não é correto, é loucura!

Um bom exemplo disso é Uzá. Em 2 Samuel 6 vemos o relato de que Davi estava transportando a Arca da Aliança em um carro de boi. Num dado momento, os bois tropeçaram e Arca ia cair no chão. Com a melhor das intenções, Uzá estendeu suas mãos para segurar a Arca (para que ela não caísse). Apesar de suas boas intenções, o Senhor o matou na mesma hora. Por quê? Porque existiam orientações precisas de como transportar a Arca da Aliança e elas foram negligenciadas. Só a sinceridade do coração não é suficiente para a “adoração em verdade”.

O quarto aspecto da adoração em verdade é relacionado com o terceiro, tem a ver com a Palavra de Deus, mas, para efeito didático, quero dividi-lo:

ADORAR EM VERDADE SIGNIFICA NÃO PERMITIR QUE AS MENTIRAS DAS FALSAS DOUTRINAS ENTREM NOS NOSSOS ARRAIAIS.

Em Levítico 10.1, dois sacerdotes que conheciam a Palavra de Deus trouxeram um “fogo estranho” para a adoração. Existe muito “fogo estranho” sendo colocado na vida dos adoradores. São tantos elementos estranhos à vontade de Deus!!! É sal grosso, é copo em cima da televisão, é oração forte, é gingado sensual juntamente com a música que só a misericórdia do Senhor, são pulos (???) grotescos sem nenhuma edificação, são as palmas, criadas pelos pagãos para saudar a chegada dos deuses, que em nada edificam e fazem barulho excessivo e irritante, é o excesso de decibéis, que em nada edificam e ainda colaboram para a surdez precoce, entre outras coisas mais.
E o que dizer de práticas como regressão, demarcação de terreno com urina, sacrifício de animais durante o culto...

E pensando na área da música (SOCORRO!!!)? O que não falta é “fogo estranho musical”. Existem dois tipos: os melodicamente e os teologicamente estranhos.

Nenhum estilo musical ou ritmo é em si só, sacro ou não. Mas uma melodia que foi composta para outro motivo que não seja para adorar a Deus não pode receber uma letra sacra e todo mundo achar que está tudo bem, que é uma bênção só. É claro que no passado em virtude das dificuldades, alguns missionários usaram melodias conhecidas (para eles) e nelas colocaram letras sacras. Só que estas melodias eram somente conhecidas por eles, nos eram estranhas. Não as relacionávamos a nada. Há tempos atrás, ouvi em uma igreja: “Segura o cão, amarra o cão...” (argh!). Existe coisa mais sem sentido? Onde está nesta letra, o foco da adoração???

Outro exemplo de fogo estranho são as músicas de casamento que os noivos escolhem para o culto. Muitas vezes são músicas de filmes que fazem apologia do espiritismo ou do adultério. Outras vezes são árias de óperas cujo enredo em nada edificaria um novo lar que está sendo formado, etc.

O fogo estranho musical teológico é pior ainda (hic!) É um tal de determinar isso e aquilo e declarar o que a Palavra de Deus não declara... e, é um tal de poder, e poder, e poder... E o que dizer dos “mantras” evangélicos”?

Mantras são seqüências melódicas e de palavras repetidas até a exaustão para criar um efeito anestésico nos pensamentos. Vai chover... vai chover... vai chover..., é a glória... é a glória,... é a glória..., Ele vem..., Ele vem..., Ele vem... e por aí afora...
Há muitos terapeutas ligados à Nova Era que acreditam que os mantras são purificadores que eliminam as tensões, a ansiedade e que substituem a inquietude da mente pela paz e alegria interior. Trata-se de uma técnica de esvaziamento do pensamento através da música. Sem dúvida alguma, isso é fogo estranho no nosso meio, pois o que nos traz alegria não são técnicas de meditação, mas o Espírito Santo que em nós habita. Adorar em verdade é não permitir que as mentiras de falsas doutrinas entrem em nossos arraiais.

C O N C L U S Ã O

Se adorarmos em espírito (Deus como padrão e tendo com Ele uma experiência pessoal) e em verdade (autenticidade, segundo Jesus e a Palavra de Deus, não permitindo mentiras, podemos cantar...

“Em Espírito, em verdade...” e depois de cantarmos, poderíamos exclamar:

Ó Senhor!Vamos construir três tendas! Meu prazer é estar nos átrios do Senhor... Opa! Tem algo errado. Na experiência de Isaías, na da mulher samaritana e na de Amós o texto bíblico não acaba aqui. O que acontece depois disso? Isaías diz: Eis-me aqui, envia-me a mim”. A mulher samaritana sai e vai falar de Jesus aos moradores locais. E o texto de Amós afirma: “Corra o juízo como as águas e a justiça como ribeiro perene”.

Para terminar, uma pequena ilustração bastante conhecida. Ela está no livro de Donald Hustad, Jubilate ou A música na adoração. É a experiência da chegada de um circo em Milão. Com a devida adaptação para uma cidade do interior do Brasil...

Imaginem um circo chegando no interior do Brasil. É um domingo pela manhã e o desfile começa a passar pela avenida principal da cidade, onde existe uma igreja evangélica. Os malabaristas, os palhaços, os comedores de fogo, os domadores e os animais...
Entre os animais encontrava-se uma pequena família de elefantes. O papai elefante ia na frente, seguido pela mamãe elefoa e o pequeno elefantinho com poucos meses. Ao passarem em frente à igreja, o elefantinho escutou o som da música que vinha do templo. Ele levantou sua orelha e, sem que ninguém percebesse, desviou-se do cortejo e entrou no santuário. Ali dentro, participou ativamente. Afinal, ele era um elefantinho de Ciro e sabia muito bem levantar sua tromba, sentar-se... tudo isso enquanto os crentes louvavam a Deus. Acabada a música, o elefantinho não encontrou mais razão para estar ali. Virou as costas e voltou para a avenida, seguindo o desfile do circo.

O meu desejo e oração é que não sejamos como aquele pequeno paquiderme, que teve contato com a adoração mas continuou no desfile da vida sem que nada acontecesse. E para que aconteça realmente alguma mudança, é preciso esquecer: vai chover... vai chover... vai chover ... e lembrar do sacrifício salvífico de Jesus e convidar o pecador ao arrependimento real. O foco, JESUS, não pode ser substituído por nada, nem ninguém, por mais dançante e emocionante seja o ritmo “gospel”.

Que a cada dia possamos adorar ao Senhor em espírito e em verdade, fazendo diferença por onde andarmos.

Que a suave e doce paz do Senhor esteja com todos que por aqui passarem.



enviada por Edi Suely



20/07/2007 13:31


Olá,
Gostei tanto deste gabinete que decidi ficar mais tempo por aqui (rs).
Trago hoje para todos um devocional para que leiam e reflitam.

DEVOCIONAL

Que a paz de nosso Senhor Jesus Cristo esteja em cada coração.

Quero começar dizendo que o Senhor nunca deixa de ouvir aqueles que a Ele clamam (Is.59:1). O céu, não está a bilhões de anos luz de distância, como a maioria das pessoas imaginam. Em 2 Reis 6, quando o exercito da Síria cercou Samaria para prender Elizeu, Giazí, o moço, ficou aterrorizado e desesperadamente clamou: Ah! senhor meu que faremos? (vv 15), com muita tranqüilidade Elizeu olha pra o moço e calmamente diz: "Senhor!!! Abra os olhos desse moço para que veja, que maior é o que está conosco do que o que está com eles (vv 17)".

Então, o cenário muda completamente, o jovem passa a ter outra visão, agora ele vê: Cavalos e carros de fogo por todos os lados. Observe que tudo era uma questão de ver. Como eu disse, o céu estava bem ali, apenas o jovem não podia ver o que Elizeu estava vendo, todo tempo estava ali cavalos de fogo e carros de fogo.

Não olhe para as dificuldades, olhe firme para o horizonte e pense no que diz a palavra. Jesus disse: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci" (João 16:33.

Não olhe para o exército inimigo e sim para as promessas de Deus. Veja o que diz em Lucas. 10:19: "Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões e para vencer toda força do inimigo". Serpentes representam as forças materiais e os escorpiões as forças espirituais que tentam nos derrotar.

Tome posse da vitória em nome do Senhor Jesus!!! Lembre-se você já venceu em nome de Jesus ! ! !
Tudo depende de como você vê as coisas. Peça que Deus lhe dê visão espiritual e por maior que pareça sua dificuldade, por maior que seja o seu problema, tudo vai depender de você. O jovem olhou para Elizeu, mas eu quero que você olhe direto para Jesus e receba esse poder que é a grande força representada por estes cavalos e carros de fogo, então clame !!!
Vamos lá, abra os olhos espirituais e veja que a vitória que vem é maior do que tudo que você já passou.

Quero encerrar dizendo que Deus é um pai maravilhoso e como qualquer pai, Ele às vezes permite algumas provas para testar a confiabilidade dos Seus filhos, mas saiba que no momento exato Ele lhe dará o escape. E então? Confia ou não confia no Senhor dos Exércitos? Vamos lá levante a cabeça tome posse da sua vitória em nome de Jesus!!!

Fiquem todos com a doce e suave paz de Jesus

Colaboração do pr. Carlos Jorge da Rocha - Igreja Evangélica Congregacional - ministério Betel - Curicica - Jacarepaguá - RJ.





enviada por Edi Suely



09/07/2007 15:27
Olá,

Estou invadindo o gabinete pastoral (rsrs) para falar de um assunto, que as pessoas que me conhecem bem de meus outros espaços, sabe o quanto me incomoda - A adoração genuína, sem irreverência, racional... Vamos lá?


Adoração que agrada a Deus

Introdução

As freqüentes mudanças nas práticas e formas da adoração nas igrejas evangélicas brasileiras devem nos preocupar e muito. Haveria respostas bíblicas para as seguintes perguntas? Por que será que as mudanças das formas tradicionais de adorar invadiram os cultos das igrejas como um Tsunami? Por que a maioria dos pastores abraçou estas modificações e diversidade com tantas rapidez e facilidade? Quais destas mudanças foram boas, positivas e benéficas? Quais não prometem melhorar os cultos mas piorá-los?

Muitas outras perguntas devem ser levantadas e respondidas diante da questão primordial: como será que Deus aprecia estas mudanças? A ignorância e a falta de reflexão teológica e bíblica serão capazes de deturpar de tal forma o culto que pouco restará que poderemos reconhecer como cristão? A história da igreja após o imperador Constantino, que legitimou o cristianismo no império romano (século 4º), mostra a influência da cultura pagã e a carência da orientação bíblica no culto. A tradição cresceu de tal modo que chegou a dominar o culto e tornou a Reforma necessária. Entre os protestantes e evangélicos, a norma de Sola Scriptura tomou seu lugar entre os três fundamentos da doutrina ensinada nas igrejas reformadas e evangélicas – Sola Gratia, Sola Fidei. Hoje, o perigo principal que as igrejas brasileiras enfrentam se resume numa carência do conhecimento das Escrituras.
1. Definição
Jesus explicou para a mulher samaritana que adorar a Deus do modo que Ele quer significa adora-lo em espírito e em verdade. Paulo entende a adoração como resultado do propósito da criação. Todas as coisas são de Deus, vieram a existir por Seu intermédio e para Ele (Rm 11.36). Que Ele receba toda a glória para sempre e é a razão do culto. Exorta Paulo: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31). Todo o culto deve focar este propósito.
Jesus disse que a busca do reino em primeiro lugar juntamente com Sua justiça seria o caminho a tomar se desejamos cultuar a Deus de acordo com Seu propósito. Isto quer dizer que adorar significa servir (latreuo) o Deus que amamos de todo o coração, de todo o entendimento, toda a alma e de todas as forças (Mc 12.0), bem como amar o próximo como a nós mesmos (v.31). Adorar, portanto, seria a maneira bíblica de mostrar nosso amor pelo Senhor e testemunhar nosso compromisso com Ele. Como no caso do casal que contrata o matrimônio declarando seu amor até que a morte os separe, adoração expressa o amor que existe no coração da noiva (a igreja para com seu Noivo, Jesus Cristo.
2. A centralidade do conhecimento
Cultuar em espírito e em verdade requer conhecimento (Jô 4.22). Claramente, a falta de conhecimento da revelação divina nas Escrituras e ignorância dos propósitos bíblicos para o culto abre a porta para expressões que discordam da razão pela qual Deus nos criou. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6).Desconhecer como adorar dignamente cria uma barreira intransponível para agradar a Deus.
Nunca houve uma época em que a proliferação de literatura, venda de Bíblias e livros, cultos, reuniões e congressos evangélicos, foi tão numerosa e expressiva como nos dias atuais. Segundo o apóstolo Paulo, os últimos tempos serão caracterizados por pessoas que estão sempre aprendendo e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade (2 Tm 3.7).
Quais são as falhas da grande maioria dos cristãos hoje que afetam a maneira de cultuar a Deus? Que se pode esperar dos crentes que ocupam seus lugares nos bancos das igrejas evangélicas brasileiras quando se trata do conhecimento de Deus?

3. A natureza de Deus
Jesus declarou que Deus é Espírito e que os verdadeiros adoradores devem adorá-lo em espírito e em verdade (Jô 4.23). Parece-me que não é comum planejar o culto com a intenção de adorar em espírito (ou Espírito). Paulo escreveu para os filipenses que “nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos pelo espírito em Cristo Jesus e não temos confiança alguma na carne” (3.3). Contrastada com a adoração judaica, a circuncisão falsa, este versículo ensina que adoração somente será aceitável a Deus se for oferecida em cooperação com o Espírito Santo. Como não sabemos orar se não conseguimos ajuda do espírito (Rm 8.26), também não temos capacidade para em nós mesmos adorar. Cultuar sem este auxílio resulta em adoração falha e inaceitável;.Torna-se carnal e mundana, como o culto imaturo dos coríntios (1Co 3.1,3; 13.1-3).
“Deixem-se encher pelo espírito”, escreveu Paulo, para que a adoração seja genuína. Esta incluiria “falar entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5.18-20). Mas isto somente será possível se o Espírito de Deus estiver movendo e incentivando-nos a cultuar e a gozar da comunhão com os irmãos da igreja por meio da música e palavras que exalam amor pelo Senhor. Por isso, a Escritura firma que o fruto do Espírito é amor e alegria.
O indicador que avalia a adoração no espírito se mostra no efeito produzido pelos cultos Deus espera comunicação amorosa, louvor e gratidão genuinamente emanando do coração, e não apenas cânticos dos alto falantes ensurdecedores e mensagens preparadas {às pressas sem muita oração. Um culto, que não promove crescimento do amor pelo Senhor e pelos irmãos, falha porque não alcança o seu propósito. Essa adoração não é “no” e nem “pelo” Espírito, portanto, não é a adoração que Deus busca, sabendo que o fruto do Espírito não é outro senão amor. Jesus disse dos seus contemporâneos: “Este povo que me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram...” (Mc 7.6-7).
Semelhantemente, Paulo lembra aos efésios de sua oração em que pede que, “segundo as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé” (Ef 3.216-17). Novamente, notamos que, pela atuação poderosa do espírito, será possível reproduzir a presença ampla e profunda de Cristo na vida e prática dos irmãos. Desse modo, eles poderão compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que eles possam ficar cheios de toda a plenitude de Deus(v. 18.19). Culto em espírito e em verdade cria a realidade que Deus busca, isto é, adoração que transforma crentes na imagem de Cristo (Rm 8.29, Cl 3.10).

Aproveitando este gancho – crentes transformados durante o culto na imagem de Cristo – fico triste. Como podemos imaginar Cristo gritando a plenos pulmões nos cultos, repetindo exaustivamente as mesmas coisas durante todo o culto e pior, pulando, num pula-pula sem o menor sentido espiritual, imagine bíblico???

4. Adoração real requer a presença de Deus
Uma outra maneira que o Novo Testamento descreve o culto agradável a Deus se caracteriza pela presença de Deus no meio do seu povo, Paulo contrasta o culto em Corinto em que todos falavam em “línguas” com aquele culto em que todos profetizavam. O efeito de todos ficarem convencidos que são pecadores e por todos serem julgados, mostra que o Senhor está agindo no meio da congregação. “...Os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus, exclamando: “Deus realmente está entre vocês” (1Co 14.23,24).

Concluímos que uma maneira de verificar que Deus está no meio dos seus filhos reunidos para cultuá-lo se descobre na profundidade da convicção do pecado. O sentimento de culpa, quando ela existe, deve ser acirrado, não abafado ou diminuído. Se o culto não aumenta o temor de Deus como podemos esperar que os adoradores se purifiquem de tudo que contamina o corpo e o espírito e se aperfeiçoam na santidade? (2 Co 7.1).
Quando Isaías viu o Senhor assentado num trono, alto e exaltado, ele reagiu com um profundo sentimento de sua impureza. Seus lábios eram contaminados com palavras torpes, sem a pureza e santidade que os serafins continuamente declaravam. Sua reação foi de exclamar: “Ai de mim! Estou perdido!” (Is 6.5). Sentia que deveria ser destruído, condenado pela sua perversão verbal. A majestosa grandeza, Sua santidade e absoluta separação de tudo que profana Sua pessoa, inundou o espírito do profeta.
São raras as vezes que os membros da igreja reunida são pasmados com a presença real de Deus. É muito mais comum ficar tão conscientes dos jovens que lideram a adoração e a maneira que tocam seus violões e bateria (argh!!!), que não têm espaço na mente e nem motivação para refletir na pessoa para quem a adoração é oferecida. Porque foi que somente ao sumo sacerdote foi permitido entrar no santíssimo lugar com sangue uma vez por ano? Foi para pôr em relevo a santidade de Deus e sua separação de todo pecado.

Adoradores do século 21 precisam ser continuamente relembrados da necessidade de oferecer uma qualidade de culto que Deus procura. Cultos que apresentam “show”, que têm o objetivo principal de entreter o auditório, raras vezes agradam a Deus, estejam certos disso. Se o apelo do culto é dirigido aos homens, e não se centraliza em Deus, tem pouca chance de cumprir o seu propósito bíblico. À medida que buscamos a explicação bíblica para a maneira de adorar que glorifica a Deus, afastaremos a ignorância e a carnalidade que rapidamente avançam para dominar o culto.

5. O culto racional de Romanos 12
Paulo apela aos cristãos de Roma para que ofereçam seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional ou espiritual que Deus deseja (Rm 12.1)> Sacrificar o corpo não se refere ao martírio, nem a atos de autoflagelação no estilo dos monges da Idade Média. Deve ser um culto em que dedicamos nossa pessoa completamente ao seu dono. Foi ele que nos redimiu com seu sangue; fomos comprados por alto preço (1 Co 6.20), de maneira que não somos donos de nós mesmos. Somos como os escravos do primeiro século que não tinham direitos legais. Se o dono do escravo decidisse matar o seu escravo, este não tinha qualquer possibilidade de recorrer à justiça. Se estamos convictos que Jesus é realmente o Senhor, Ele tem direitos sobre nós.

O culto reforça a verdade que o cristão abriu mão do direito de posse do seu corpo. Como membro do corpo de Cristo, sua responsabilidade é de servir (grego, latreuo, veja a palavra latreian, “culto”, “serviço”, em Romanos 12.1).

Não são apenas pastores e missionários que devem oferecer seus corpos como sacrifícios vivos. Deus apela para todos os cristãos. A lista dos dons neste primeiro parágrafo de Romanos 12.6-8, inclui profetas, servos ou ministros (diakonoi), mestres (incluindo pastores – Efésios 4.11), encorajadores (parakletoi), contribuintes de valores, líderes e os que exercem misericórdia.

Paulo ensinou que todo membro do corpo de cristo tem um ministério que faz parte do seu culto espiritual. Por isso, os que participam dos cultos devem concentrar na instrução fundamental para que cada membro cumpra sua função no corpo. É possível que os membros da igreja não estejam conscientes de ter um ministério sacerdotal. O culto serve para remediar esta falta.

Paulo era um ministro – “leitourgos” (a raiz da palavra, liturgia) – “de Cristo Jesus para os gentios, com o dever de proclamar o evangelho de Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitável a Deus. Santificados pelo espírito Santo” (Rm 15.216). Todos devem cumprir seu ministério de discipular cristãos mais novos na fé como serviço prestado a Deus, como um ato de cultuar. Nesse discipulado haverá uma ênfase necessária na adoração em espírito e em verdade. A exaltação de Deus, por meio de expressões de gratidão e louvor, deve marcar os corações de todos os que adoram.

6. O sincretismo ameaça o culto genuíno

Todos estamos sujeitos às influências da cultura a que pertencemos ou adotamos. Ninguém escapa do ambiente em que absorve como uma esponja chupa água lamacenta. O Brasil tem a fama de ser o paio onde o carnaval tem mais destaque. Milhões de reais se despejam nesse buraco negro que transmite a visão de festa e libertinagem, genaralizadas. São dias para extasiar a visão: beleza de enfeites, de aparências, de cores e atração física sexual. Não deve surpreender a ninguém que os dias do carnaval são dominados pelos pecados da carne.

A mesma cultura que nutre o carnaval motiva o culto. Espiritualidade não parece ser uma realidade altamente valorizada, enquanto um ambiente de festa empolga. A dificuldade que esta relidade cria, naturalmente, fomenta a importância de práticas que não condizem com a reverência e a seriedade. As guitarras, violões, dançarinas, movimentação dos corpos (argh!), comunica entusiasmo e participação, mas não reflexão. Meditação e auto-exame se experimentam melhor em momentos mais quietos e pensativos, incentivados por palavras inspiradas e desafiantes (Sl 139.23,14).

Conclusão

Adoração tem a finalidade de glorificar a Deus. A pessoa que diante da grande complexidade da criação, diante da maravilhosa graça salvadora, não glorifica a Deus e nem lhe rende graças, é indesculpável (Rm 1.21). Mas pecadores, inclusive os que crêem no Senhor Jesus Cristo, têm forte inclinação para buscar sua própria glória. As conseqüências aparecem em nossos cultos que apresentam música e comentários que são mais notáveis pela força do som e ritmos agitados e completamente mundanos das melodias geralmente não-bíblicas, do que a grandeza e a santidade de Deus. O teor das palavras normalmente fica enterrado. No “louvor” em que não é possível ouvir a si mesmo e muito menos os que não têm um microfone na mão, a mensagem cantada freqüentemente esvanece.

O culto, que reserva pouquíssimo tempo para a exposição da Palavra de Deus, não expressa o modelo da igreja primitiva. Lucas relata que os milhares de novos convertidos no dia de pentecostes se “dedicavam ao ensino dos apóstolos, e à comunhão, ao partir do pão e às orações” (Ar 2.42). Pela Palavra pregada no poder do Espírito de Deus, se escuta Deus falando e a resposta natural é adoração”: “Minha alma se gloriará no Senhor... Proclamem a grandeza do Senhor comigo, juntos exaltemos o seu nome” (Sl 34.2,3).

As inovações devem ser avaliadas dignamente, ser absorvido numa experiência de profundo amor e admiração, raras vezes é o alvo claro e explícito do culto. Talvez, pensando mais sobre os textos apresentados e outros, especialmente nos salmos, nos levariam a uma adoração mais digna. Não devemos esquecer que o culto se oferece a Deus, não aos homens. Que Deus seja o centro, a meta e o destino de todos que se aproximam dEle!

E não se esqueça. Este espaço é para você que está com problemas e dúvidas espirituais ou não. Escolha um dos pastores e tire suas dúvidas. Este espaço é seu, ok?

A paz do Senhor a todos!




enviada por Edi Suely



26/06/2007 11:37



Bem vindos internautas! Este é o Gabinete pastoral (lindo, não é?) e estou escalado para estar aqui com vocês e trazer um devocional para que todos possam refletir. Aqui você pode dirimir suas dúvidas espirituais (deixe suas dúvidas por escrito e seu e-mail para resposta), receber aconselhamento e ensinamentos. Fique à vontade, curta a bela música, a suave paz de Jesus e receba minhas orações por sua vida.





LOUVOR A DEUS PELA SUA BONDADE

Dêem graças a Deus, o Senhor, porque ele é bom, e porque o seu amor dura para sempre. Que aqueles que ele libertou repitam isso em louvor ao Senhor! Ele os livrou das mãos dos seus inimigos e fez com que eles voltassem dos países estrangeiros, do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. Alguns andaram perdidos pelo deserto e não acharam nenhuma cidade onde morar. Estavam com fome e com sede e haviam perdido toda a esperança. Então, na sua angústia, gritaram por socorro, e o Senhor Deus os livrou das suas aflições. Ele os levou pelo caminho certo para uma cidade em que pudessem morar. Que eles agradeçam ao Senhor o seu amor e as coisas maravilhosas que fez por eles! Pois ele dá água aos que têm sede e coisas boas aos que estão com fome. Alguns estavam vivendo na escuridão, nas trevas, aflitos e presos com correntes de ferro porque haviam se revoltado contra as ordens do Deus Altíssimo e rejeitado os seus ensinamentos. Por causa do trabalho pesado eles estavam esgotados; caíam, e ninguém os ajudava. Então, na sua angústia, gritaram por socorro, e o Senhor Deus os livrou das suas aflições. Ele os tirou da escuridão, das trevas, e quebrou em pedaços as correntes que os prendiam. Que eles agradeçam ao Senhor o seu amor e as coisas maravilhosas que fez por eles! Pois ele derruba portões de bronze e despedaça barras de ferro. Alguns foram insensatos e sofreram por causa dos seus pecados, por causa da sua vida de rebeldia; ficaram com enjôo diante da comida e chegaram bem perto da morte. Então, na sua angústia, gritaram por socorro, e o Senhor Deus os livrou das suas aflições. Com a sua palavra, ele os curou e os salvou da morte. Que eles agradeçam ao Senhor o seu amor e as coisas maravilhosas que fez por eles! Que ofereçam sacrifícios de gratidão e, com canções de alegria, anunciem tudo o que ele tem feito!

VOLTEM SEMPRE!





enviada por Edi Suely






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